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Este é o Spider completo: dois baralhos inteiros, com espadas, copas, ouros e paus misturados nas 10 colunas. Cada jogada conta, e vencer uma partida de 4 naipes é uma das conquistas mais satisfatórias entre as paciências.
As regras são as mesmas do Spider tradicional. Você pode colocar qualquer carta sobre outra de valor uma unidade maior, mas só move em bloco uma sequência do mesmo naipe, e só tira cartas da mesa quando completa uma sequência do Rei ao Ás de um naipe só.
Com 4 naipes, a chance de a carta certa aparecer no naipe certo cai muito. Você vai montar várias sequências misturadas, como um 8 de ouros sobre um 9 de paus, só para não travar. Elas ajudam no momento, mas não se movem juntas. A arte do modo difícil é transformar essas misturas em sequências limpas antes que o monte acabe.
| 1 naipe | 2 naipes | 4 naipes | |
|---|---|---|---|
| Sequências que se movem em bloco | Todas em ordem | Só espadas com espadas ou copas com copas | Só do mesmo naipe, entre quatro possíveis |
| Papel da coluna vazia | Útil | Muito importante | Decisivo |
| Partidas sem saída | Raras | Ocasionais | Frequentes |
Vale dizer logo: no Spider de 4 naipes, perder é normal. Mesmo jogadores experientes não vencem todas as partidas, e algumas distribuições simplesmente não têm saída com as cartas que vão aparecendo. Se você vence uma parte das partidas, já está jogando bem.
O que muda com a prática é a qualidade das derrotas. No começo você trava na segunda ou terceira distribuição. Com o tempo, passa a chegar ao fim do monte com duas ou três sequências completas, e aí as vitórias começam a vir.
Aqui você tem Desfazer sem limite. Use sem culpa. No modo difícil, testar uma linha de jogo e voltar atrás é a melhor forma de enxergar o que a mesa permite.
Se um 6 de copas pode ir tanto sobre um 7 de copas quanto sobre um 7 de paus, escolha o de copas, mesmo que a outra jogada pareça mais cômoda agora. Cada encaixe no mesmo naipe é uma carta a menos para reorganizar depois.
Pôr um 5 de ouros sobre um 6 de espadas é aceitável quando revela uma carta ou abre uma coluna. Mas registre mentalmente que ali existe uma "costura" que vai precisar ser desfeita. Evite empilhar várias costuras na mesma coluna: uma sequência com três naipes diferentes é muito difícil de desmontar.
Numa sequência como 10♠ 9♠ 8♥ 7♥, o 8♥ e o 7♥ se movem juntos, mas o 10♠ e o 9♠ só podem sair dali depois que o trecho de copas sair. Vale levar o 8♥ 7♥ para cima de um 9 de copas, ou de qualquer 9 por enquanto, para que um 8♠ possa chegar e continuar o trecho de espadas.
Organizar naipes é importante, mas revelar cartas viradas para baixo vem primeiro. Uma carta escondida pode ser justamente o 9 de copas que falta. Entre arrumar uma sequência e virar uma carta, normalmente vire.
No modo de 4 naipes, a coluna vazia é o único lugar onde você consegue separar uma sequência misturada. Com uma coluna vazia, dá para mover o trecho de cima para ela, encaixar o trecho de baixo onde ele pertence e depois devolver as cartas. Colocar um Rei nela cedo demais tira de você essa ferramenta.
Com duas colunas livres, você consegue desmontar sequências maiores, em etapas, usando uma delas como apoio enquanto a outra recebe o trecho final. Às vezes vale adiar uma jogada boa para ter as duas colunas livres ao mesmo tempo.
Antes de clicar no monte, olhe coluna por coluna, porque cada uma vai receber uma carta qualquer por cima. Faça agora os encaixes no mesmo naipe que estão disponíveis, complete o que der para completar e vire as cartas que puder. Uma sequência limpa coberta por uma carta solta ainda se recupera; uma jogada boa que você deixou para depois pode desaparecer. Lembre também que, pela regra tradicional usada aqui, não dá para distribuir com coluna vazia.
Completar um Rei-ao-Ás tira 13 cartas da mesa, mas às vezes custa desmanchar duas colunas organizadas. Faça a conta: se completar a sequência deixa a mesa mais livre, ótimo. Se trava o resto, espere.
Para princípios que valem em todas as paciências, como planejar antes de usar o monte e não esvaziar coluna sem motivo, veja o guia de estratégias.
Se 4 naipes parecer pesado demais, alterne. Jogue algumas partidas de 2 naipes prestando atenção só em encaixar no mesmo naipe, e depois volte para cá. O hábito de separar naipes, que no modo de 2 é uma vantagem, no modo de 4 vira obrigação.
Outra opção é o FreeCell, que também premia quem planeja várias jogadas à frente, mas com todas as cartas visíveis desde o início.
Mais paciências para jogar estão em jogos de paciência.
É a versão mais difícil do Spider, jogada com dois baralhos completos: espadas, copas, ouros e paus. Você precisa formar 8 sequências do Rei ao Ás, cada uma de um único naipe.
Porque só sequências do mesmo naipe se movem juntas, e com quatro naipes as cartas raramente aparecem na ordem certa. Você acaba montando sequências misturadas que depois precisam ser desfeitas, e isso exige colunas vazias.
Não. Algumas distribuições não têm saída, e mesmo bons jogadores perdem com frequência. O objetivo realista é vencer uma parte das partidas e chegar cada vez mais longe nas outras.
Encaixar no mesmo naipe sempre que possível, revelar cartas viradas para baixo antes de arrumar sequências e guardar as colunas vazias para separar sequências misturadas. Antes de cada distribuição, deixe a mesa o mais organizada possível.
Sim, sem limite. Desfazer é a melhor forma de testar uma ideia e voltar se ela não funcionar, o que ajuda muito a aprender o modo difícil.
Não. Só sai da mesa uma sequência completa do Rei ao Ás em que todas as cartas são do mesmo naipe. Sequências misturadas ficam na mesa até serem reorganizadas.
Não é o ideal. Comece pelo de 1 naipe para aprender o ritmo das distribuições, passe pelo de 2 naipes para pegar o hábito de separar naipes e só depois encare o de 4.